quinta-feira, 14 de julho de 2011

Gesta-AÇAO plena e feliz

Todas nós queremos ter filhos saudáveis. Todas nós queremos ter filhos felizes. Todas nós queremos filhos realizados.
Se somos nós que gestamos nossos filhos, será possível que eles possuam essas qualidades se  nós não as possuímos?
De acordo com o Ayurveda, o mais importante é estar saudável antes de engravidar, mas isso não significa apenas estar ausente de sintomas desconfortáveis. No Charaka Samhita, o grande livro-texto do Ayurveda, a saúde é definida como:
Sama dosha samaagnis ca sama dhatu mala kriya Prasannaatmendriya manah svatha ityabhidhiyate
 "Quando as bioenergias(doshas), a digestão (agni), os tecidos(dhatus), as excreções  estão em equilíbrio e quando a mente, o intelecto e a alma, estão em harmonia, a pessoa está saudável".
No caso da mulher é importante mencionar que principalmente a saúde do ciclo menstrual deve ser bastante considerada antes de engravidar, já que este irá influenciar muito no seu estado gravídico e no parto. Quanto mais saudável, ou seja, regular e sem sintomas fortes de TPM, mais tranqüilo será todo processo de gestar e parir.  
Mas se por acaso você já engravidou e não está saudável ou quer melhorar seu estado atual, isso deve ser feito o quanto antes. Melhora na alimentação, exercício físico moderado, Yoga, e abstenção de qualquer tipo de droga, vão fazer efeitos imediatos.
ALIMENTAÇÃO
Primeiramente gostaria de esclarecer alguns mitos ao redor da alimentação para grávidas:
-"a grávida deve comer por dois"
Não. A grávida deve comer sempre que tem fome e na quantidade razoável para se sentir satisfeita, sempre respeitando seu Agni, ou seja, sua fome verdadeira que naturalmente aumentará. Se assim fizer, se sentirá mais disposta e saudável por não sobrecarregar ainda mais seu organismo, que já esta gastando muita energia com a formação de um novo ser e com a excreção de ambos. Quando a grávida ultrapassa seu limite digestivo, pode ficar constipada e formar toxinas.
 -"a grávida deve ter uma dieta rica em proteína, ou seja, deve comer carne"
Muito cuidado deve ser feito em torno desta afirmação. Hoje em dia as pessoas sofrem muito mais problemas pelo excesso do que pela falta de proteína. Comendo alimentos no seu estado natural (orgânicos e integrais), bem como associando um cereal integral e uma leguminosa a grávida e qualquer pessoa consegue exatamente todos os aminoácidos essenciais que estão presentes na carne. O excesso de proteína é difícil de ser digerido, absorvido e excretado pelo corpo, devido ao seu tamanho molecular. Para ser digerida é preciso muita energia, e quando em excesso deixa muitos resíduos como uréia e acido úrico, que são moléculas não excretáveis e que acabam por se acumular nas articulações e nos tecidos do corpo. Além disso a industria da carne é carregada de hormônios, substancias químicas e crueldade.

Depois de considerada essas premissas, vamos às qualidades ideais para a alimentação da gestante, que deve ser: NUTRITIVA, VITALIZANTE, PURA e com predominância dos sabores DOCE e ÁCIDO.

Como assim?
Alimentação nutritiva significa que contém bastante caloria.
Atenção: a caloria que tratamos aqui não são calorias vazias provenientes de alimentos com açúcar refinado, hipercalóricos ou cheios gorduras saturadas. Esse tipo de alimentos fornece energia de forma rápida e depois deprime o sistema nervoso, trazendo dependência, vícios e acúmulo de gordura.  Aqui tratamos de alimentos que são ricos e completos, que fornecem energia de maneira gradual e equilibrada e ajudam no desenvolvimento (anabolismo) dos tecidos do corpo da mãe e do bebê.

Alimentação vitalizante significa que contém bastante Prana ou energia vital.
Alimentos ricos em energia vital são alimentos que ainda estão vivos, como: alimentos crus, grãos germinados e alimentos frescos. Alimentos frescos são alimentos que foram pouco processados, que estão mais próximos de sua fonte e forma original, que pertencem à região e à estação do ano, e que são feitos diariamente.

Alimentação pura significa que não tem aditivos químicos.
São alimentos integrais, orgânicos, frescos e vivos. Ou seja, não são enlatados, congelados, embutidos, refinados, processados ou em conserva.

Alimentação rica em sabor doce e ácido
Esses sabores têm predominância de elementos que ajudam a desenvolver os tecidos do corpo, são anabólicos, nutritivos e tônicos.
O sabor doce aqui não está relacionado ao açúcar, mas sim ao principio dos carboidratos complexos que tem natureza doce e é formado pelos elementos terra e água. Esse sabor é produtor de essência vital (ojas) e ajuda a desenvover o plasma, tecido sanguineo, tecido muscular, tecido gorduroso, tecido nervoso e tecido reprodutivo. Exemplos:
Cereais integrais - arroz, trigo, quinoa, amaranto, aveia, centeio, cevada...
Raízes – cenoura, beterraba, gengibre, batata, batata doce...
Adoçantes – açúcar mascavo, melado, mel...
Frutas – banana, maçã, uva, laranja...
Laticínios – leite, ghee, queijo, manteiga...

O sabor ácido é formado pelos elementos terra e fogo e ajuda principalmente no desenvolvimento do primeiro tecido que é o plasma, isso pode ser percebido com o aumento da salivação ao consumir qualquer produto desta natureza. Exemplos
Frutas - laranja, banana, morango, limão, uva verde...
Laticinios - queijo, iogurte...
Alimentos fermentados - vinagre, missô...

Sabendo dessas qualidades fundamentais, a grávida pode seguir com uma alimentação balanceada e adequada para seu estado atual. Abaixo seguem as recomendações alimentares propriamente ditas:
Frutas: limão, laranja, pêssego, uva, banana, abacate, cereja, manga, maça, frutas doces e ácidas; evitar misturar frutas de natureza diferente, evitar mamão, e nunca comer frutas a noite ou misturá-las com leite e iogurte
Legumes: abobrinha, abóbora, berinjela, brócolis, pimentão, couve flor, tomate...
Verduras: couve, alface, alface roxa, escarola, salsinha, salsão, rúcula; agrião em moderação.
Raízes: batata, gengibre, cenoura, beterraba em moderação; cebola e alho raramente.
Brotos: de feijão, de alfafa, de lentilha...
Leguminosas: grão de bico, feijão, ervilha, lentilha, tofu; sempre temperados com açafrão, folha de louro, cominho e coentro para não formar gases.
Cereais integrais: arroz, quinoa, amaranto, aveia, centeio, cevada...
Oleaginosas: castanha do para, amêndoas, gergelim, nozes; não comprar aquelas que vem torradas e salgadas.
Frutas secas: uva passa (ótimo laxativo quando estiver presa), banana passa, damasco, tâmaras; deixar de molho na água por 30 minutos na água ou leite e depois consumir.
Óleos vegetais prensados a frio: azeite de oliva, girassol, gergelim, tahine.
Adoçantes: Mel e açúcar mascavo; não usar açúcar branco refinado.
Sal: sal marinho ou sal de rocha; não usar sal branco refinado ou shoyu.
Temperos: açafrão, erva doce, levedo de cerveja, orégano, manjericão, alecrim, folha de louro, cominho e coentro.
Laticínios: leite e iogurte integrais e orgânicos, ghee, queijo fresco; evitar comer muito queijo principalmente os muito fedidos e curados.
Carnes: evitar carnes e ovos; nunca misturá-las com derivados do leite como: creme de leite, queijos, manteiga e etc.; sempre temperar com limão e açafrão para ajudar na digestibilidade.
-nunca misturar ghee com mel em quantidades iguais.
-nunca aquecer mel.
-nunca misturar leite e iogurte com frutas.
-nunca comer frutas junto da refeição.
-beber pouco ou nenhum liquido durante as refeições, sempre 1 hora antes ou 1 hora depois.
-não tomar refrigerantes, bebidas gasosas, sucos prontos, de caixinha ou em pó, álcool, água gelada. Suco de frutas, água de coco, água na temperatura ambiente ou chás florais e calmantes são as melhores opções.
-não fazer nenhum tipo de jejum ou ficar muito tempo sem comer; mas respeitar seu corpo se não sente fome.
-ter cuidado com alimentos estimulantes, picantes, frituras, demasiado salgados, amargos e adstringentes.
-não usar nenhum tipo de droga.
DIA-A-DIA
É importante lembrar que principalmente seu estado físico e mental influenciará o estado físico e mental de seu bebê. Isto há muito tempo sabido, foi sendo perdido e banalizado.
Portanto cabe a você e a seu parceiro resgatarem essa filosofia: trocando muito carinho, conversando e direcionando a vida para que o novo Ser seja bem recebido.
A gestante deve:
Realizar atividades prazerosas e auto-cuidados diários como: massagens, tratamentos de belezas, banhos terapêuticos, atividades artísticas, prática de Yoga e meditação, caminhadas e exercícios aquáticos suaves.
Procurar manter-se o maior tempo possível em meio à natureza e se desconectar de computadores em demasia, televisão, e fortes estímulos como: filmes violentos, cheiros fortes e desagradáveis, poluição, alta sonoridade, coisas feias, sabores extremos, ambientes competitivos e estressantes. Ao invés disso, ouvir músicas agradáveis, cantar e dançar!
Evitar trabalho mental excessivo: o cérebro da mulher encolhe e seu funcionamento mental só retorna ao normal 6 meses após o parto. Isso acontece para que a mulher dirija sua atenção para seu corpo e seus instintos. Então ao invés de "intelectualizações" faça meditações e se conecte com o novo ser que habita dentro de você.
Passar mais tempo em casa, principalmente depois do 8º mês que é quando seu corpo está super concentrado em transferir ojas para o bebê. 
Socializar-se com pessoas que realmente lhe amam.
Respeitar seus desejos.
Curtir e registrar cada momento e cada transformação.
...Em resumo, você deve ser tratada como uma Deusa! Mas também deve ser a responsável pela sua nutrição, pela nutrição de seu marido e de seu futuro bebê. Pois é a mulher o pilar da família e é a energia feminina que mantém as qualidades essenciais para uma estrutura emocional forte e feliz dentro do lar.

sábado, 25 de junho de 2011

DELEITE: para o bebê, o melhor leite é o da mãe!



Dia 24/06 foi o dia mundial do leite, e eu, mamífera convicta dos beneficios da amamentação exclusiva e em livre demanda, não poderia deixar fazer esta homenagem a uma das ações mais nobres que uma mulher pode exercer.

Depois de muitas controvérsias, hoje em dia a ciência volta a afirmar que o melhor leite para o bebê é o leite de sua mãe. 
Além de ser o mais completo e nutritivo alimento, ajuda no desenvovimemento físico e mental, previne contra problemas respiratórios, digestivos e do trato urinário e constrói de forma sólida a imunidade do bebê para toda a vida.
A amamentação ajuda também o útero da mãe retornar ao seu tamanho normal, evita os riscos de câncer de mama... e incrivelmente, foi visto em algumas mulheres que o tamanho de seu intestino é aumentado, proporcionando a ela que tenha maior absorção de nutrientes e melhor expulsão de resíduos. 
A amamentação é ecológica, natural e econômica.

Para além disso, o amamentar cria uma linguagem sutil e refinada entre a mãe e seu bebê, que aprendem a se interpretar através do olhar, do calor, do toque e do vinculo afetivo que é formado durante o processo e fora dele também. A mulher que amamenta sabe exatamente as necessidades de seu filho bem como seu filho sabe como chamar a atenção da mãe, as necessidades de ambos se interconectam. Um exemplo clássico é que ao chegar a hora do bebê mamar, a mãe sente seu seio enchendo de leite... pura dádiva da natureza.

O Ayurveda indica a todas as mulheres que amamentem seus filhos exclusivamente até os seis meses, e ensina que através do leite, a mulher continua transferindo Ojas ao seu bebê - a substância mais refinada do corpo humano, a pura essência da vida que produz saúde, longevidade, plenitude e contentamento.
Por tanto até onde o bebê aceitar, de-leite!
Para isto é preciso que a mulher tenha uma boa alimentação: nutritiva, rica nos sabores doce e ácido, de fácil digestão, em uma quantidade adequada e de acordo com sua constituição. Basicamente o que a mulher consumiu durante a gestação será de facil aceitação na amamentação. Ervas galactagogas e produtoras de Ojas como: Shatavari, Aswagandha, Guduchi, Erva doce, Anis, Funcho bem como água de coco e sucos de frutas ácidos são ótimos. Massagens frequentes, preferivelmente com óleo morno, são altamente recomendadas neste período, pois ajudam na circulação dos fluidos da mulher.

No inicio, o amamentar tem suas peculiaridades e dificudades, mas em pouco tempo a sabedoria intrinseca de cada um, juntamente com o amor incondicional, resolve tudo como um passe de mágica. A mulher de natureza nutridora, lunar, doadora, literalmente se deleita em dar leite.
Do Michaelis:
de.lei.te
sm (de deleitar) 1 Delícia, gosto, regalo. 2 Prazer suave e demorado. 3 Voluptuosidade. Var: deleitação, deleitamento.

Veja também o artigo: Vantagens da amamentação prolongada - um processo complexo e ainda mal conhecido na página ARTIGOS deste blog.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Teatro Ayurvédico: Entendendo os protagonistas da saúde e da doença – Agni, Ojas, Ama e Doshas.

De acordo com Ayurveda, a causa principal das doenças é um sistema digestivo fraco. Dentro desta visão, quem governa a digestão é  Jatar Agni, nosso fogo digestivo interno que na visão biomédica seria correspondente aos sucos digestivos (gástrico, pancreático, duodenal, bile).

Muitos fatores emocionais, ambientais e principalmente anti-nutricionais (devido à quantidade, qualidade e combinações inadequadas de alimentos) alteram o poder de transformação do Agni, que passa a não digerir propriamente os alimentos. Desta forma, quando os alimentos não são digeridos, não são absorvidos e formam biotoxinas que grudam nas células e bloqueiam e/ou dificultam o transporte de substancias pelo corpo, isso gera desequilíbrio dos doshas e resulta em doenças.

Na "linguagem ayurvédica" as toxinas proveniente dos alimentos não digeridos são denominadas Ama, a grande causadora de doenças. Na linguagem matemática, diríamos que Agni e Ama são indiretamente proporcionais: quanto mais Agni menos Ama, quanto menos Agni mais Ama. Mas devemos estar atentos pois, assim como Ama resulta no aumento de Vata e/ou Kapha,o excesso de Agni (Tikshna Agni) resulta no aumento de Pitta.

A expressão do Agni é a fome verdadeira. Quando temos fome significa que temos fogo para digerir o alimento que vai entrar. Comer sem fome é um dos "pecados" para as doenças de acordo com Ayurveda.

Há varias classificações para o Agni:
Tikshna Agni- Metabolismo excessivo; digere tudo com muita intensidade podendo "digerir até mesmo o próprio estômago", causando assim: gastrites, úlceras e etc. O fogo excessivo queima os alimentos da mesma forma que o fogo produz cinzas; essas "cinzas alimentares" também são Ama. Mais característico de pessoas Pitta em excesso.
Manda Agni- Metabolismo insuficiente; dificuldade em digerir, falta de apetite, sensação de empachamento constante, ganho de peso. Mais característico de pessoas com Kapha em excesso.
Vishama Agni- Metabolismo irregular; ora produz muito fogo, ora não produz; Resulta em Ama, gases, indigestão e má absorção. Característico de pessoas Vata em excesso.
Sama Agni- Boa digestão que produz leveza, disposição e saciedade. Não produz nenhum sinal de indigestão como eructação, flatulência, empachamento, azia, etc.Independente da sua constituição esse é o Agni ideal para todos, o que mudará é a dieta. 

Uma boa nutrição depende de um bom Agni, pois precisamos nutrir todos os 7 tecidos do corpo para que produzamos Ojas, a substância responsável pela construção de nossa imunidade, que é a responsável por manter nossa saúde. Se o Agni está excessivamente alto ou baixo, Ojas é diminuído.

O primeiro passo para re- construir Ojas é levar o Agni para a condição de Sama Agni.
Para atingir essa condição precisamos:

1. Estar com fome: a fome verdadeira que é a fome física em que sentimos aquela sensação de vazio no estomago;
2. Não comer antes de a refeição anterior ter sido digerida;
3. Não comer com raiva, ansiedade e emoções fortes;
4. Não comer de pé, andando, ou fazendo qualquer outra atividade;
5. Comer em ambientes agradáveis, limpos, harmoniosos;
3. Os alimentos ingeridos devem estar de acordo com nossa constituição, estação do ano e fases da vida e possuir a qualidade Sattvica, ou seja, alimentos puros, higiênicos, saudáveis, nutritivos, naturais, saborosos, cheirosos, com bom aspecto;
4. A quantidade deve ser adequada. Ayurveda mede essa quantidade pelo tamanho do estômago de cada um, que pode ser verificada através da união das mãos em concha (unindo a borda externa dos dedos mindinhos). Se você dividir essa área em 4 partes, 2/4  devem ser preenchidos com sólidos, ¼ com líquidos mornos e ¼ deve permanecer vazio para proporcionar o movimento da digestão.
5. Nosso Agni acompanha o movimento do sol, portanto de manhã devemos ter uma refeição leve, porém nutritiva; ao meio dia devemos fazer a refeição mais substanciosa do dia; e a noite uma refeição leve, de preferência antes do sol poente e duas horas antes de dormir;
6. Não dormir nem tomar banho depois das refeições, uma leve caminhada é indicada para ajudar a digestão.
7. Agradecer pelo alimento ajuda na digestão física e sutil e retira possíveis energias negativas

Alimentos como: Tahini, amêndoas, leite e ervas como: Shatavari e Aswagandha associados a um bom Agni são altamente produtores de Ojas.

Comer é um habito freqüente e a comida é o que forma a estrutura de nosso corpo e influencia na qualidade de nossa mente, agrega pessoas e celebra ocasiões especiais. Portanto, quando pensamos em alimentação, devemos refletir sobre esses protagonistas que atuam no teatro da nossa vida, trazendo saúde ou instalando a doença. Agni = Ojas = saúde; Ama= Dosha = doença.

Ayurveda traz uma base sólida e segura para entendermos e identificarmos como estão essas energias dentro de nós; e um bom terapeuta é a ferramenta que transmite esse conhecimento orientando e principalmente educando cada individuo dentro de sua  realidade singular.



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Parteiras tradicionais: um retorno à valorização do parto natural


Expectativa, medo, curiosidade, angústia, planejamentos… toda mulher grávida vive um misto de sentimentos na esperança de que seu bebê esteja saudável, que seja uma pessoa boa, um ser humano de bom coração, que venha ao mundo de forma tranqüila, sem sofrimento.

Enquanto algumas mulheres, pensando na segurança do filho, escolhem o parto no hospital, algumas escolhem cesáreas, pensando em si mesmas. Entretanto, hoje muitas mães querem um parto mais humanizado e natural e algumas têm optado pelo acompanhamento das parteiras tradicionais.

Aproveitando o Encontro Nacional Parteiras Tradicionais: Inclusão e melhoria da qualidade da assistência ao Parto Domiciliar no SUS, a IHU On-Line entrevistou, por telefone, a enfermeira e parteira Paula Viana: “Uma vez, no interior do Amazonas, conversei com uma médica e uma parteira. E a médica perguntou: ‘qual é a diferença do meu atendimento para o seu?’. Desta forma, a parteira respondeu: ‘a diferença é que você tem pressa e eu não’”, relatou.

Paula Viana é enfermeira-obstetra em Recife (PE), faz partos domiciliares e coordena o Grupo Curumim, uma organização não governamental feminista que desenvolve projetos de fortalecimento da cidadania das mulheres em todas as fases de suas vidas.

IHU On-Line – Em que sentido a parteira é mais humana do que o médico em relação ao parto?
Paula Viana – A parteira representa o elo entre a comunidade e o Sistema Único de Saúde (SUS). Elas têm um trabalho de atenção integral à saúde da mulher e da criança, pois acompanham toda a gravidez, conhecem a vida das famílias, chamam-nas pelo nome e representam o mesmo nível social e econômico dos clientes, o que aproxima ainda mais a parteira da mãe. Isso é fundamental para o momento da gravidez, do parto e do pós-parto.
O parto não é só um evento médico, é um evento social e familiar que tem a mulher como protagonista. Então a parteira tem essa capacidade de interagir de forma mais humana, no sentido do pensamento mais holístico. Não que não haja médicos que façam assistência desse tipo. Porém há uma distância maior entre médicos e médicas e as mulheres das comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombo, floresta, onde estão as parteiras tradicionais. Elas têm muito o que ensinar para nós.
Uma vez, no interior do Amazonas, conversei com uma médica e uma parteira. E a médica perguntou: “qual é a diferença do meu atendimento para o seu?”. Desta forma, a parteira respondeu: “a diferença é que você tem pressa e eu não”. As parteiras não têm pressa mesmo, elas acompanham a mãe e isso torna o parto mais humano.

IHU On-Line – Você pode descrever o panorama geral da situação das parteiras tradicionais no mundo?
Paula Viana – Há um movimento internacional das parteiras, que reúne parteiras de vários países da América do Sul, do Canadá, do México, Europa. Esse movimento busca a valorização dessas trabalhadoras em saúde e também respeito às suas tradições. A tecnologia, quando entrou na sala de parto, veio para ajudar. Nós agradecemos porque existe a possibilidade da cesárea para que possamos salvar vidas. No entanto, essa tecnologia afastou a ideia do parto como um evento antropológico e social. A luta do movimento internacional é para que a parteira seja vista como uma aliada. Ela tem que ensinar ao sistema público de saúde, mas ela também tem que aprender.

IHU On-Line – Hoje, quando e como uma mulher se torna parteira?
Paula Viana – Existem alguns tipos de parteiras: tem a enfermeira-obstetra, que é uma parteira. Eu mesma sou uma enfermeira-obstetra, uma parteira domiciliar. Existe a parteira que faz um curso técnico de três anos que é treinada só para o parto normal e tem formações originais diferentes. Já a parteira tradicional é aquela formada pela experiência. Algumas dizem: “eu aprendi no susto”. Aqui no encontro há 26 parteiras tradicionais e 34 enfermeiras e médicos. Essas 26 trazem relatos muito interessantes quanto a sua formação. Uma disse que começou aos 12 anos de idade. Ela foi chamada numa primeira ocasião, depois é chamada de novo e com isso vão pegando experiência. A teoria é importante, a parte tecnológica da obstetrícia é fundamental, mas o que conta mesmo é o conhecimento empírico. Um dos intuitos desse encontro é dizer o quanto é importante que essas parteiras tradicionais repassem seus conhecimentos às mais novas.

IHU On-Line – O que acontece quando um parto dá errado? A quem a parteira pode recorrer?
Paula Viana – Esse encontro é a finalização de um processo que dura dez anos. Ao longo desse período percebemos que as complicações não acontecem porque a parteira está atendendo. Os problemas ocorrem porque não existe um sistema de saúde apoiando. A parteira que faz parte dos cursos e recebe material sobre cuidados tem a capacidade de acompanhar fatos que podem complicar na hora do parto. Se a mulher faz um pré-natal de qualidade e a parteira está próxima e ocorre algum problema, ela consegue diagnosticar precocemente. Quando o município dá apoio, certamente dispõe de sistema de transporte que possa levar em tempo a mulher e o bebê ao hospital. Hoje, a mortalidade materna e neonatal não tem relação com o trabalho da parteira tradicional,

IHU On-Line – Qual a sensação quando um parto dá errado?
Paula Viana – Ela se sente muito impotente. Muitas vezes as parteiras, como falei antes, têm um nível econômico muito parecido com o da mulher que está atendendo. Quantas e quantas parteiras que conheci colocam dinheiro do próprio bolso para pagar uma gasolina, o aluguel de um carro para levar a mulher a um hospital ou mesmo levá-la até a casa da grávida. Mas a parteira tem limites. E esse encontro que estamos fazendo em Brasília serve, justamente, para que o SUS, o Ministério da Saúde, os governo municipais e estaduais incluam o trabalho da parteira tradicional nas suas políticas.

IHU On-Line – Como a parteira se prepara para ajudar a mulher no momento do parto?
Paula Viana – Há tantas formas. Há uma diversidade enorme de formações no Brasil. Assim, as mulheres se preparam no embate, no dia a dia, a partir do seu conhecimento. Estados como Amazonas, Pernambuco, Paraíba, Acre, Pará têm dado material para as parteiras. Assim, elas têm bolsa para carregar seus materiais, recebem instruções para esterilização do material e acomodação de equipamento. Elas se preparam na vida e aproveitando esses cursos e encontros que estão sendo realizados.

IHU On-Line – Como foi o processo para tornar responsabilidade do SUS o nascimento domiciliar assistido por parteira?
Paula Viana – Desde 1940 existem políticas que visam tornar a parteira parte do sistema. Em 1991, foi escrito um Programa Nacional de Parteiras Tradicionais e iniciou-se nos estados uma série de ações, capacitações, cursos. Já a partir de 2000, que é o processo que estamos finalizando agora, esse trabalho se voltou muito aos municípios, colocando para eles suas responsabilidades. É preciso saber quem, lá na comunidade, gerencia a saúde da população e o responsável é o município. Está presente aqui no encontro uma representante do Conselho Nacional de Secretários Municipais.
Esse processo é lento. As parteiras reivindicam uma remuneração pelo trabalho e até hoje pouquíssimos municípios tornaram isso realidade. Poucos também forneceram material e as vincularam ao sistema de saúde. Isso tudo faz parte da nossa luta. Nós sabemos que aos poucos vamos superando as barreiras, um dos maiores é o corporativismo médico. As parteiras não querem substituir ninguém, mas elas existem e precisam do apoio do SUS que tem que dar conta tanto de UTIs neonatal de alta tecnologia quanto àquele parto feito na beira do rio feito com luz de candeeiro. Esse é um direito básico nosso como cidadãs brasileiras.

IHU On-Line – Por que está ficando mais forte hoje o retorno às parteiras?
Paula Viana – Esse movimento também se deve às parteiras. Elas sempre existiram. Porém, estão ganhando mais repercussão porque algumas organizações do movimento feminista têm dado mais atenção à questão atualmente uma vez que as parteiras representam um retorno ao parto normal e a valorização do parto natural.

(Ecodebate, 19/08/2010) publicado pelo IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação.
[IHU On-line é publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

Dinacharya, a rotina diária

Dinacharya é o nome sânscrito que Ayurveda dá à prática consciente de nossa rotina diária. Rituais que deveriam ser feitos todos os dias para fortalecer e desintoxicar o corpo e a mente, aumentar o prana, promover a saúde e prevenir futuros desequilíbrios. Principalmente desequilibrios Vata, que tendem a se enraízar quando levamos uma vida inconstante e irregular assim como a natureza desse dosha.

Quais são as ações que eu faço todos os dias?
Acordar, dormir, eliminar, comer, trabalhar, relacionar...

Como administrar essas ações durante o dia?
Através de horários. Não com uma conotação rígida, mas com a intenção de aproveitar a energia de cada período para favorecer nossas atividades. Além disso, o próprio corpo possui seu ritmo ou o famoso relógio biológico, que deve ser considerado também.

Os horários são determinados pelo movimento do sol: nascer do sol, meio dia, por do sol, ou em outras palavras: Horário Kapha, Horário Pitta e Horário Vata.

Horários do dia:


     
      6h00 às 10h00 - Kapha
      10h00 às 14h00 - Pitta
      14h00 às 18h00 - Vata
      18h00 às 22h00 - Kapha
      22h00 às 02h00 - Pitta
      02h00 às 06h00 - Vata






Horário Kapha

Das 6 às 10 da manhã, é o horário com predomínio da energia Kapha, uma energia que é pesada, retentora, lenta e fria. Sendo assim, devemos estimular o nosso Agni, praticar esportes ou Yoga e principalmente fazer a limpeza de nosso corpo.

1. Levantar com o nascer do sol.

2.  Reverência e agradecimento pelo dia. (leia bom dia, Dia!)

3.  Tomar uma xícara de água morna em jejum, para eliminar o excesso de muco no estomago e estimular a eliminação.
Vata: 10 gotas de limão com uma pitada de sal – para que retenham um pouco da água.
Pitta: somente 10 gotas de limão e em alguns casos de excesso de Pitta (gastrite, azia), só água morna.
Kapha: ½ limão e uma colher de chá de mel – adstringente (para retenção de líquido ou excesso de peso).

4.  Evacuar / Urinar
Em casos de constipação (ocasional) tomar leite com ghee e açúcar mascavo ou Triphala antes de dormir.

5.  Higiene Boca e Língua
Raspar a língua (com raspador ou colher), escovar os dentes.
É interessante também fazer um bochecho e gargarejo com óleo de gergelim morno.

6.  Banho
O banho matinal é muito importante, pois ajuda a eliminarmos as toxinas que foram produzidas durante à noite e que se alojam na pele. Se nós não tomarmos banho, todas aquelas toxinas são reabsorvidas pelo corpo.
Vata: sabonetes nutritivos e oleosos. Antes do banho, passar óleo de gergelim no corpo, cabelos e sola dos pés;
Pitta: sabonete de coco. Antes do banho, passar óleo de coco ou girassol no corpo, cabelos e sola dos pés;
Passar óleo de coco ou girassol.
Kapha: pós: manjericão, gengibre, vacha, triphala. Antes do banho, passar pouco óleo e de preferência girassol medicado com uma erva quente, como por exemplo estas mencionadas acima.

 7.  Yoga
- Pavana Muktasana (solturas articulares)
- Kryas (purificações)
- Surya Namaskar para aquecer.
Vata: seqüência o mais lenta possível, com ujjay
Pitta: ritmo médio, sem ujjayi
Kapha: ritmo mais rapido, mais vezes, com ujjayi
-Pranayama: Respiração completa (yogika) e/ou Nadishodhana
- Relaxamento: em Shavasana, 5 a 10 minutos.
- Meditação: simples consciência do momento presente, prestando atenção no corpo, respiração, pensamentos, sentimentos e emoções

8.  Exercícios:
Vata: que acalmem, que tragam consciência corporal – Hatha Yoga, leve caminhada.
A pessoa não deve sentir-se cansada após exercício.
Pitta: que não estimulem a competição, que não produzam muito calor – Natação, Yoga (Hata), caminhadas ao ar livre.
Kapha: aeróbicos, que aqueçam e estimulem e principalmente achar um exercício que seja prazeroso – caminhada, bicicleta, Yoga mais intenso.

9.  Tomar café da manha - de acordo com o dosha.
Vata: torradas com ghee / mingau de aveia com canela e cardamomo.
Pitta: frutas/sucos de frutas / chás amargos e pão com ghee / leite morno com granola.
Kapha: chás amargos ou café (ocasionalmente), torradas de centeio com mel. Preferencialmente após as 10h.

Horário Pitta

Das 10 às 14 horas, é horário Pitta no nosso corpo e na natureza - o sol e o Agni estão em alta, portanto é o horário em que devemos fazer a principal refeição do dia e não fazer esforço excessivo. Se não houver fome neste horário, deve-se estimular: tomar chá de gengibre ou mastigar uns pedacinhos pode resolver.

Almoço: deve ser a principal refeição do dia e não devemos dormir após esta refeição, mas sim descansar por 20 minutos ou dar uma leve caminhada.
Vata: Legumes cozidos, cereais. Kichari (mais cozido e com mais óleo).
Pitta: saladas, cereais, leguminosas, verduras refogadas.
Kapha: folhas verdes refogadas, leguminosas.

Horário Vata

Das 14 às 18 horas, a energia de Vata predomina. Vata é leve, mental e criativo. Deve-se aproveitar esse horário para o trabalho, atividades intelectuais e depois execução de tarefas que exigem movimento e agilidade para também distribuir a energia da mente pelo corpo. Então após o trabalho, fazer uma pequena prática de Pranayama, Yoga e se tiver fome comer algo leve.

Horário Kapha

Das 18 às 22 horas, Kapha volta a predominar e devemos, assim como o sol, nos recolher, diminuir nosso ritmo e nos preparar para descansar.

Jantar: deve ser no máximo até as 20h, dar preferência a alimentos mais leves como sopas e comer 2 horas antes de dormir.

Dormir:
-antes de ir para cama é bom olear o corpo todo, ou somente pés, mãos e abdômen, com óleo de gergelim morno. Depois da oleação, tomar banho morno. Essa prática é muito eficaz para equilibrar os doshas e proporcionar um sono tranqüilo e reparador.
-assistir televisão e filmes violentos antes de ir para a cama é desaconselhável, pois além de agravar Vata, inquietam ainda mais a mente, levando estas impressões para os sonhos.

Horário Pitta

Das 22 às 2 horas, Pitta volta a acelerar o metabolismo. Se estamos dormindo, este fogo é direcionado para dentro, mas se ainda estamos acordados tendemos a utilizar essa energia novamente com a alimentação, sobrecarregando o sistema digestivo.

Horário Vata


Das 2 às 6 horas, é um horário perfeito para meditar e ruim para quem tem insônia porque Vata está predominante novamente.

Outras considerações

Esse é um guia geral para que aproveitemos da melhor forma o nosso precioso dia. Mas é claro que várias outras adaptações podem e devem ser feitas, dependendo da sua constituição, possível desequilíbrio e contexto de vida, principalmente no que diz respeito à dieta, local onde se reside, estações do ano e fases da vida - outros tópicos de grande relevância dentro do Ayurveda e que serão abordados futuramente.

Harih Om

Uso de analgésico na gravidez eleva risco de malformação, alertam EUA

O consumo de analgésicos opioides, como codeína, oxicodona ou hidrocodona, pouco antes do início da gestação ou no seu começo, aumenta em duas vezes o risco de que o bebê nasça com algum tipo de malformação congênita.


As principais malformações são problemas cardíacos, espinha bífida, hidrocefalia (água no cérebro), glaucoma congênito e grastroesquise (quando a parede abdominal apresenta uma abertura pela qual os intestinos e o estômago podem sair).
O alerta foi feito anteontem pelo Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos EUA, que estudou essas medicações. Os resultados serão publicados no American Journal of Obstetrics and Gynecology.
A advertência nos Estados Unidos se estende a analgésicos que precisam de prescrição médica como o Vicodin, OxyContin e Tylenol-3, bem como a uma variedade de versões genéricas dos medicamentos.
No Brasil, drogas como Tylex, Codein, Vicodil, Codex e Belacodid possuem codeína em sua composição e também são de venda restrita: só podem ser comercializadas com prescrição médica e retenção de receita.
Embora exista um risco maior de graves tipos de defeitos congênitos em razão da exposição à substância, "o risco absoluto para a mulher é relativamente modesto", afirmou a epidemiologista Cheryl S. Broussard, do CDC, responsável pelo estudo dos medicamentos.
As conclusões estão no Estudo Nacional sobre a Prevenção de Problemas Congênitos, o maior sobre o tema já realizado nos EUA. Patrocinado pelo CDC, o trabalhou analisou grávidas de dez Estados americanos e examinou somente o uso dos medicamentos de prescrição médica, e não seu uso ilícito.
No Brasil. De acordo com o ginecologista Eduardo Borges da Fonseca, presidente da Comissão de Medicina Fetal da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), os opioides são medicamentos bastante usados no Brasil, mas têm indicação bem restrita para as gestantes.
"São drogas analgésicas bastante potentes, normalmente usadas em pacientes após cirurgias. Para a mulher grávida, são indicadas apenas em casos de dor extrema, como uma crise de pedra nos rins, por exemplo, onde os benefícios superam os riscos", diz Fonseca.
A ginecologista Fabiana Sanches, do setor de patologia obstétrica do Hospital Santa Marcelina, diz que ainda não se sabe em qual dose essas medicações podem causar problemas.
"Mas elas aumentam o risco de algumas raras malformações. Isso não quer dizer que se tomar a medicação o feto terá o problema. Além disso, todo medicamento deve ser prescrito por médico, e ele deve avaliar a real necessidade do uso", alerta a ginecologista.
Segundo o ginecologista Marco Antônio Borges Lopes, professor da USP, o maior problema para as gestantes é o consumo de anti-inflamatórios - drogas de venda livre, amplamente consumidas por conta própria.
Os mais comuns são Voltaren, Nimesulida, Profenid e Indometacina. "O uso indiscriminado desses medicamentos durante a gestação pode causar problemas graves no coração do feto. A automedicação, nesses casos, é muito mais perigosa do que o uso dos opioides, que são contraindicados para grávidas", diz.
Fonseca diz que esses anti-inflamatórios podem causar defeitos cardíacos em qualquer fase da gestação - defeitos mais graves quanto maior o tempo de gravidez. Os opioides, ao contrário, apresentam risco aumentado no primeiro trimestre, quando os órgãos e tecidos do feto estão começando a se formar.
Malformações. Os defeitos cardíacos congênitos são o problema mais comum das malformações de nascença e afetam anualmente cerca de 40 mil crianças nos Estados Unidos. No Brasil, estima-se que 28 mil crianças nasçam todos os anos com esse tipo de doença.
Muitas das crianças afetadas morrem no primeiro ano de vida e as que sobrevivem frequentemente precisam ser submetidas a cirurgias, internações prolongadas e a tratamentos ao longo de toda a vida. 
Por Fernanda Bassette - O Estado de S.Paulo
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...